Sétima edição do World Ocean Review traz discussões abrangendo o limite da exploração dos oceanos

World Ocean Review

 

The Ocean, Guarantor of Life – Sustainable Use, Effective Protection” (“O Oceano, Fiador da Vida – Uso Sustentável, Proteção Eficiente”) é o título da sétima edição do World Ocean Review (WOR), o relatório científico sobre o estado geral dos oceanos mais respeitado do mundo, lançado em janeiro.

 

Essa edição enfoca:

 

  • Os efeitos das mudanças climáticas na física dos oceanos e suas comunidades bióticas;
  • As consequências da pesca, navegação, extração de recursos, produção de energia e poluição marinha e
  • Questões sobre o quanto o oceano pode ser explorado a nosso favor e como ele pode ser administrado no futuro, de modo que tanto sua proteção quanto a máxima captação de recursos possível sejam garantidos.

 

Com o prefácio e a conclusão, o relatório contém 10 capítulos divididos entre tópicos como a importância dos mares para a humanidade, as mudanças climáticas, a pesca, o transporte, energia, poluição, diversidade genética e administração marinha.

 

O WOR é publicado pela Maribus, uma organização sem fins lucrativos, fundada pela Mareverlag em 2008 com o intuito de expandir o conhecimento público sobre as ciências marinhas e, assim, promover uma proteção dos oceanos mais eficiente. De distribuição gratuita e com relevância científica e linguagem simples e clara, o relatório pode ser utilizado em escolas, na mídia e como base para criação de políticas e pesquisas.

 

Contando com contribuições de grupos de pesquisadores como The German Marine Research Consortium e The Future Ocean Network, o World Ocean Review ganhou imensa popularidade no meio científico marinho ao longo dos seus dez anos de existência.

 

Confira abaixo a tradução da sinopse dos oito capítulos:

 

1.“Nossos oceanos – fontes de vida”

 

Os oceanos e mares fornecem muito do oxigênio que respiramos e são fonte de alimento para mais de um terço da população mundial. Eles provêm meios de subsistência para milhões de pessoas e têm um lugar no coração de muitas mais, seja como um ancoradouro de sonhos, um lar espiritual ou um parque para esportes e aventuras. Os mares também regulam o tempo e o clima e freiam o aquecimento antropogênico da Terra. Por todos esses motivos, o futuro da humanidade está diretamente conectado ao destino dos oceanos.

 

2. “Oceanos sob mudança climática”

 

Os oceanos têm um serviço de valor indefinível para a humanidade: eles regulam o clima e freiam o aquecimento global absorvendo boa parte do calor que é retido no sistema do planeta Terra devido às emissões de gases de efeito estufa antropogênicas. Isso, no entanto, também desencadeia reações em cadeia em larga escala. De um lado, a temperatura das águas e o nível do mar sobem. Do outro, a física e química dos oceanos são alteradas de forma tão dramática que a vida marinha é tirada de sincronia.

 

3. “Alimento proveniente do oceano”

 

Por um longo tempo, o oceano foi visto como uma despensa de comida inesgotável. Mas os dias de fartura de suprimentos passaram há muito. Graças à sobrepesca, ao desenvolvimento costeiro e às mudanças climáticas, a humanidade já privou muitas espécies marinhas de suas necessidades vitais. Novas estratégias para a pesca sustentável e administração de aquicultura trilham um caminho rumo à melhorias, mas raramente são implementadas na prática.

 

4. “Transporte sobre os mares”

 

Nas últimas décadas, a navegação tornou-se a espinha dorsal do comércio internacional. Cada vez mais produtos são transportados de um continente ao outro através de navios. Mas esse crescimento também tem seus pontos negativos. As emissões de escape dos navios poluem o ar e aceleram as mudanças climáticas, ao passo que o barulho, o esgoto, o lixo e espécies invasivas pressionam os ecossistemas marinhos. Soluções novas e ambientalmente seguras são necessárias o quanto antes.

 

5. “Energia e recursos provenientes do oceano”

 

Hoje, a indústria e os negócios estão interessados em uma ampla variedade de recursos encontrados no oceano, incluindo areia, petróleo bruto e gás natural, enquanto há preparações encaminhadas para a exploração industrial dos vastos depósitos de minérios em alto-mar. Ao mesmo tempo, os governos e corporações estão expandindo a produção de eletricidade verde advinda do mar. Ambos os desenvolvimentos irão resultar em intervenções humanas de escala ainda maior no ambiente oceânico.

 

6. “A poluição dos oceanos”

 

Seja descartado deliberadamente ou introduzido sem querer, o plástico, os fármacos, metais pesados tóxicos, inseticidas e outros químicos encontraram seu caminho até cada canto dos oceanos. As consequências são catastróficas e, em geral, letais, especialmente para organismos marinhos. A única boa notícia é que proibições internacionais de alguns poluentes já começaram a surtir efeito. Sem mudanças radicais na indústria e no comércio, entretanto, a crise de poluição dos oceanos não pode ser superada.

 

7. “A corrida para a diversidade genética do oceano”

 

Ao longo da evolução, a vida marinha se desenvolveu em uma variedade exorbitante de engenhosas formas, funções e estratégias de sobrevivência. Os produtos naturais e farmacêuticos derivados do mar podem, portanto, proporcionar progresso e lucro em muitos setores econômicos diferentes. Entretanto, ainda é incerto quem exatamente irá lucrar com a diversidade genética dos oceanos, como ela pode ser usada de forma justa e, acima de tudo, como sua conservação pode ser garantida a longo prazo.

 

8. “Administração marinha – aspiração e realidade”

 

A humanidade dividiu o oceano em zonas artificiais para poder apropriar-se de áreas específicas e seus recursos. As espécies e massas de água, entretanto, migraram para além dos limites dessas zonas sem preocupações, assim como o calor, os poluentes e o lixo. Uma administração marinha de sucesso, portanto, requer soluções coletivas, que devem ser embasadas em pensamentos transnacionais e trans-setoriais e ter como objetivo a proteção e sustentabilidade dos mares.

 

A sétima edição já está disponível para download.

 

 

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