Discutindo a descarbonização do segmento de apoio marítimo

Escrito por Viggo Andersen

 

 

Atividade

 

A atividade de apoio marítimo apoio marítimo é aquela que se destina a dar apoio às unidades de produção e exploração em alto-mar. A Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo, (ABEAM), apresenta a seguinte definição: “a Navegação de Apoio Marítimo confere o apoio logístico para embarcações e instalações em águas territoriais nacionais e na Zona Econômica, que atuem nas atividades de pesquisa e lavra de minerais e hidrocarbonetos. As embarcações de Apoio Marítimo fazem suprimentos às unidades de exploração e produção dos insumos necessários às suas operações e auxiliam em fainas de diversas naturezas tais como, montagem e lançamento de equipamentos e tubulações, manuseio de âncoras, manuseio de espia, transporte de pessoal, combate à poluição, combate a incêndios, manutenção das plataformas e estruturas submersas. De acordo com a complexidade da natureza das atividades, as embarcações de apoio marítimo assumem características técnicas mais sofisticadas”.

 

 

Atualmente a frota mundial de embarcações atuando nesta atividade soma mais de 3500 embarcações, das quais 398 operando no Brasil. A atividade de apoio marítimo continuará desempenhando um papel importante, mesmo com a esperada e progressiva diminuição das atividades de exploração e produção de petróleo, uma vez que outras instalações marítimas estão sendo lançadas buscando formas mais sustentáveis de geração de energia como as provenientes de instalações eólicas offshore. Estima-se que em 2050, aproximadamente 600 embarcações (SOV) serão necessárias para atender a demanda de apoio marítimo às instalações eólicas no mar. Em função disto é estimulante observar que a indústria está empenhada em tomar medidas para uma descarbonização deste segmento, ou seja, acelerar a redução das emissões de CO2 no segmento “offshore”.

 

 

 

Iniciativas

 

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) e OceanPact Serviços Marítimos promoveram uma série de três debates nos dias 6, 19 de abril e 4 de maio para discutir assuntos ligados à transição energética no ecossistema marítimo, contando com a participação de vários integrantes do segmento de óleo e gás no Brasil. Na segunda edição, ocorrida em 19 de abril foram discutidas soluções para a descarbonização nos oceanos, com apresentações da Petrobras, Equinor, Maersk e Porto Açu.

 

 

Em 2021, foi formado um fórum de discussão, entre empresas internacionais, para debater a necessidade das empresas de O&G e os armadores de embarcações de apoio marítimo, estabelecerem ações coletivas e proativas, para a descarbonização do setor. O grupo é formado pelas empresas ABS, Shell, Total Energies, Chevron, Equinor e Maersk Supply Service, que, em maio, emitiu um parecer com considerações visando acelerar as reduções das emissões de CO2 no setor offshore. O Parecer lista 10 princípios, agrupados em 3 categorias: critérios de escolha, otimização da embarcação e comunicando dados. A intenção do parecer visa acelerar a transição para um ambiente mais “verde” neutro de emissões CO2 no segmento de apoio marítimo.

 

 

A Petrobras fechou uma parceria com o Carbon Disclosure Project (CDP), organização internacional sem fins lucrativos que mapeia emissões de gases de efeito estufa. O objetivo da colaboração será incentivar os fornecedores da Petrobras a medir e reportar emissões, no contexto da transição para uma economia de baixo carbono. O segmento de apoio marítimo tem participação expressiva na cadeia de suprimentos e seguramente fará parte deste estudo.

 

 

 

Fonte: Portos & Navios

 

 

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