Blue Talks, evento prévio à Conferência dos Oceanos da ONU, foi encerrado hoje

Blue Talks, evento prévio à Conferência do Oceano da ONU, foi encerrado hoje

 

Nesta quinta-feira (17), encerrou-se o primeiro Blue Talks, evento prévio à Conferência dos Oceanos da ONU, em Lisboa, e organizado pelas Embaixadas brasileiras de Portugal e do Quénia. O coordenador do GEM, Prof. Dr. Thauan Santos, participou do painel do primeiro dia (16), “Ligações entre ODS14 e ODS6: Comunidades de água doce e água salgada trabalhando em conjunto”.

 

O painel contou com a participação de diversas autoridades no tema, como: 

 

  • Catarina Albuquerque, Presidente Executiva da parceria global Sanitation and Water for All;
  • André França, Secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente do Brasil;
  • Marcela Ayub Brasil, Especialista em Recursos Hídricos e Saneamento Básico da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico;
  • Leonor Amaral, do Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente e do Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade da Universidade Nova de Lisboa;
  • Léo Heller, pesquisador do Instituto René Rachou, da Fiocruz;
  • Rui Munhá, da Fundação para Ciência e Tecnologia de Portugal e da Parceria Europeia Water4All; e
  • Nancy Karigithu, Secretária-principal de Transportes e Assuntos Marítimos do Ministério dos Transportes, Infraestrutura, Habitação, Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas do Quénia.

 

O debate do primeiro dia destacou não apenas a relação entre ODS6 e ODS14, como também entre os demais ODS da Agenda 2030. O Prof. Dr. Thauan Santos explicitou isso em seu discurso: “Estamos amarrando ODS6 com ODS14 e isso, por si só, já é muito importante porque, tradicionalmente, a Agenda 2030 parte da Agenda dos ODM’s (Objetivos do Milênio), que tinha o layout das caixinhas. Por isso, estamos acostumados a literalmente pensar dentro das caixas ainda hoje. Não à toa, a Agenda 2030 mudou sua logomarca com a ideia da circularidade, justamente pra gente evitar insistir nessa perspectiva de ‘cada um no seu quadrado’. Então aqui não estamos apenas amarrando a água doce, a água salgada, as águas interiores e a costa, mas, precisamente, entendendo de uma maneira mais ampla que a água é transversal aos diferentes setores da Agenda 2030. Podemos falar, por exemplo, do ODS que endereça a questão das energias renováveis, ou seja, todo o potencial associado à energia eólica offshore, à energia de onda, de maré, diferencial de temperatura, de salinidade, enfim, todo o potencial que há e que infelizmente, no caso brasileiro, ainda é subexplorado. Ou, como outro exemplo, podemos fazer a relação direta com a questão da segurança alimentar e segurança ambiental. Assim, percebemos que, do ponto de vista prático, a água, seja ela doce ou salgada, tem um papel muito mais amplo na Agenda 2030 do que se entende muitas vezes.”

 

O segundo dia deu espaço ao painel “A abordagem All-Atlantic e a Amazônia Azul”, cujo debate destacou as Escolas Azuis e a importância da alfabetização oceânica. Outros oradores foram convidados a somar ao tema:

 

  • Luís Menezes Pinheiro, professor da Universidade de Aveiro e Ponto Focal junto da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (IOC/UNESCO) e All-Atlantic Ocean Capacity Development and Training Platform (AA-TP) representative (IOC/UNESCO);
  • Ronaldo Christofoletti, professor no Instituto do Mar – UNIFESP e All-Atlantic Blue Schools Network (AA-TP) representative (IOC/UNESCO);
  • Wim Degrave, coordenador do projeto Fiocruz na Antártica (FIOANTAR);
  • João Vitorino, oceanógrafo no Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa e All-Atlantic Marine Research Infrastructure Network (AA-MARINET) representative;
  • Laura Sousa, Tenente da Marinha Portuguesa embarcada em navio oceanográfico da Marinha Brasileira em expedição à Antártica;
  • Frederico Nogueira, CMG da Marinha do Brasil e Diretoria de Hidrografia e Navegação;
  • José Moutinho, Chief Business and Network Developer do AIR Centre;
  • Alexander Turra, professor titular e coordenador do Instituto Oceanográfico e da cátedra para Sustentabilidade dos Oceanos da USP;
  • Zaira Turchi, Diretora de Cooperação Institucional do CNPq e Belém Co-Chair pelo Brasil.

 

Você pode conferir a gravação dos dois dias do evento nos links abaixo:

 

Dia 1 (16/03)

Dia 2 (17/03)

 

 

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