O futuro das profissões e carreiras na economia do mar

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Publicado em 17/11/2021. Última atualização: 17/11/2021.

O futuro das profissões e carreiras na economia do mar

Foto kjpargeter em Freepik

 

 

O crescimento econômico dos oceanos alimentado pela evolução tecnológica da indústria 4.0  está a criar novas profissões e carreiras em diversos setores e atividades. 

 

Urbanista marinho, operador de drones, engenheiro de fabricação aditiva e operador remoto de navios autónomos são algumas das profissões do futuro da economia do mar. No século XXI, conhecido como século azul, o oceano vai oferecer vastas oportunidades de emprego, inovação e investimento, devido ao potencial de crescimento da economia do mar e às vantagens competitivas que pode oferecer.

 

São identificadas oportunidades nos setores tradicionais já estabelecidos, como a construção e reparação naval, o transporte marítimo de carga e de passageiros e a formação e investigação científica. Ademais, também crescerá as oportunidades nos setores emergentes, como: biotecnologia marinha, defesa das áreas marítimas, mineração em águas profundas, entre outras. 

 

 

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

 

A transformação digital da economia e da sociedade é oriundo da interconexão de tecnologias e dados digitais. O ecossistema de tecnologia digital produz e relaciona uma grande quantidade de dados, que se tornaram uma importante fonte de valor económico e social, mudando a forma como pessoas, empresas e governos vivem, interagem, produzem e trabalham. 

 

Um ecossistema de tecnologias digitais interdependentes – inteligência artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), redes da próxima geração (5G), computação em nuvem, blockchain e computação quântica – sustentam a transformação digital e evoluirão para impulsionar futuras mudanças no setor econômico e social. 

 

Por exemplo, por meio do uso do sensoriamento remoto e equipamentos oceanográficos, associados à ampliação da capacidade computacional, permitem a previsão e acompanhamento em tempo real de fenômenos como ressacas do mar.

 

 

INDÚSTRIA 4.0

 

A Indústria 4.0 é caracterizada pelo rápido desenvolvimento de novas tecnologias que promovem a fusão dos mundos físico, digital e biológico, impactando todas as disciplinas, economias e indústrias. Ou seja, refere-se à forma como tecnologias como a inteligência artificial, veículos autónomos e a Internet das Coisas estão a se fundir na vida física das pessoas. Esta combinação de tecnologias está a mudar de forma exponencial a forma como vivemos, trabalhamos e interagimos.

 

Outras tecnologias estão associadas a esta revolução, incluindo os robots inteligentes, a impressão 3D, a computação quântica, a realidade aumentada, os materiais inteligentes, a produção de alimentos em laboratório, os navios autónomos, entre outros.

 

 

DISRUPÇÃO

 

A evolução pode ser dividida em incremental e disruptiva. A primeira adiciona e desenvolve  estruturas existentes e ciência desenvolvida; Já a segunda evolução opta por criar um futuro ainda não conhecido ou repensando o que está feito, com forte apoio da digitalização de processos, construindo ao lado do existente de forma inovadora e impactante. Constitui, aliás, um território com muitas oportunidades em termos de inovação, dado que alguns dos seus setores têm sido, tradicionalmente, conservadores.  

 

Por exemplo, a impressão 3D é disruptiva, pois permite produzir novas peças funcionais com geometrias complexas, adicionando sucessivas camadas de materiais. De forma simples, na fabricação convencional partimos de algo ao qual aplicamos processos de transformação; na fabricação aditiva partimos do nada para alcançar o todo. A tecnologia já existente permite a construção de pequenas embarcações completas e até habitações.

 

Mas o potencial da fabricação aditiva vai muito mais longe, ameaçando a globalização da indústria e as cadeias logísticas como as conhecemos. De fato, no futuro não teremos a necessidade de transportar tantos produtos e equipamentos por mar, terra ou ar, dado que os mesmos serão produzidos localmente em estações de fabricação aditiva. À medida que a digitalização ganha terreno, com a construção de bibliotecas digitais de tudo o que precisamos, a fabricação é feita a pedido, sem sequer a necessidade de armazenamento.

 

Fonte: Economia Azul

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