Alga marinha vermelha reduz emissão de metano de gado em 90%

 

Uma pesquisa mostrou que o gado alimentado com a Asparagopsis taxiformis, alga marinha vermelha que floresce em águas tropicais e temperadas quentes, tem sua emissão de metano reduzida em 90%. O resultado pode ser atingido com a substituição de apenas 0,4% da ração de uma vaca por essa alga.

 

Esta descoberta representa apenas uma das muitas utilidades das algas marinhas já conhecidas. Sabe-se que algumas algas são benéficas para o sistema digestivo humano; em alguns casos, elas estão sendo usadas como substitutas da carne. E, para além do mercado alimentício, as algas também podem ser encontradas na composição de produtos como maquiagens.

 

A Symbrosia, startup norte-americana responsável pela transformação da alga vermelha em suplemento para gado, usa um sistema de aquicultura terrestre para cultivar a Asparagopsis taxiformis. Eles secam as algas e então as transformam em um produto para ração denominado SVD.

 

“A maioria das emissões de metano na cadeia de abastecimento de carne ou laticínios vem do ciclo de pastejo – digerir grama [ou capim] é mais difícil do que milho ou soja.” disse Alexia Akbay, CEO da Symbrosia. “Priorizamos uma solução eficaz para a redução das emissões, que destaca uma transição significativa para os produtores rurais e atende muitos consumidores que não querem deixar o consumo de carne.”

 

Esse trabalho levou a startup a ser selecionada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) para receber aporte de cerca de US$ 2 milhões em prêmios de financiamento e mais oportunidades por meio de investidores.

 

Fonte: Seafood Brasil

 

 

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